segunda-feira, 6 de abril de 2015

Ela, Agora

Com as costas apoiada no travesseiro, na cabeceira da cama, ela pensava no que tinha que organizar.
Se perguntava como conseguia fazer tanta bagunça no seu quarto, na sala, na sua vida.
Ela se preparava para o dia seguinte, quando resolveu escrever um pouco.
E deixou o coração digitar, aquilo que há muito não dizia.
Tanto se fez de forte, que caiu sem ver. Fingiu não perceber a dor, disse que suportava, levantou.
Caiu de novo.
Dessa vez, a dor não era a mesma, era pior. Eram duas em uma.
Ela assumiu sua culpa e isso doeu. 
Sua culpa de querer o minimo que ele tinha pra te oferecer, mesmo que isso não a contentasse.
Sua culpa de se preocupar, e pior, de permitir a tal aproximação.
Mas ela não se culpou só. Ela culpou a ele.
Afinal, quem se aproximou e puxou o mesmo assunto mais uma vez, sabendo do resultado?
Quem disse que tava com saudades e se 'preocupou' com o ciumes?
Quem a fez acreditar que era correspondida?
Calma, ela só fingiu acreditar em tudo isso. Como fingiu acreditar que dava pra ser amiga de novo. Não deu.
E de tanto se culpar, resolveu agir. 
Cansou das migalhas, dos restos de atenção. 
Ela quer mais. Ela merece mais.
Decidiu não mais permitir essa bagunça por terceiros. 
5 minutos felizes, não pagam o aperto que dura horas, dias.
Guardou seus sentimentos pra si. Alguém que não corresponda a altura, não merece tal atenção.
Ela ocupou a cabeça como podia, mas não fugiu pra sempre. E aí escreveu.
Ela lembra, ela sente mas agora, não o quer mais.
Agora, em pé mais uma vez, se prometeu, não cair pelo mesmo motivo(cair de novo sim, mas por motivos novos).


Nana


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