Se perguntava como conseguia fazer tanta bagunça no seu quarto, na sala, na sua vida.
Ela se preparava para o dia seguinte, quando resolveu escrever um pouco.
E deixou o coração digitar, aquilo que há muito não dizia.
Tanto se fez de forte, que caiu sem ver. Fingiu não perceber a dor, disse que suportava, levantou.
Caiu de novo.
Dessa vez, a dor não era a mesma, era pior. Eram duas em uma.
Ela assumiu sua culpa e isso doeu.
Sua culpa de querer o minimo que ele tinha pra te oferecer, mesmo que isso não a contentasse.
Sua culpa de se preocupar, e pior, de permitir a tal aproximação.
Mas ela não se culpou só. Ela culpou a ele.
Afinal, quem se aproximou e puxou o mesmo assunto mais uma vez, sabendo do resultado?
Quem disse que tava com saudades e se 'preocupou' com o ciumes?
Quem a fez acreditar que era correspondida?
Calma, ela só fingiu acreditar em tudo isso. Como fingiu acreditar que dava pra ser amiga de novo. Não deu.
E de tanto se culpar, resolveu agir.
Cansou das migalhas, dos restos de atenção.
Ela quer mais. Ela merece mais.
Decidiu não mais permitir essa bagunça por terceiros.
5 minutos felizes, não pagam o aperto que dura horas, dias.
Guardou seus sentimentos pra si. Alguém que não corresponda a altura, não merece tal atenção.
Ela ocupou a cabeça como podia, mas não fugiu pra sempre. E aí escreveu.
Ela lembra, ela sente mas agora, não o quer mais.
Agora, em pé mais uma vez, se prometeu, não cair pelo mesmo motivo(cair de novo sim, mas por motivos novos).
Nana

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